21/01/2013 20:04
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Rodaríamos em espirais de incenso perfumado e teríamos um tapete de flores, se quiséssemos.
Era então meu epitáfio. Saboreei a ideia por um tempo, deixei-a passear pelos cantos da boca e eis que então era isso.
Você me faz feliz. E eu te amo.
Era então meu epitáfio. Saboreei a ideia por um tempo, deixei-a passear pelos cantos da boca e eis que então era isso.
Você me faz feliz. E eu te amo.
20/01/2013 18:04
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Fiz-te encantos e desencantos
De meus cantos infantis.
Entretanto,
Entre tantos
Entre tatos.
Cobriu os tons de desamor;
Guardou meu coração numa caixa, num canto,
E por cima dela, um manto
Pra esconder do mundo toda a fragilidade
Que, portanto,
E por tanto
Só você poderia prezar.
De meus cantos infantis.
Entretanto,
Entre tantos
Entre tatos.
Cobriu os tons de desamor;
Guardou meu coração numa caixa, num canto,
E por cima dela, um manto
Pra esconder do mundo toda a fragilidade
Que, portanto,
E por tanto
Só você poderia prezar.
—
Logo, te fiz um tanto meu.
Bruna Villa.
20/01/2013 9:34
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Por céus e mares eu andei,
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber
O que é o amor.
Ninguém sabia me dizer,
Eu já queria até morrer
Quando um velhinho
Com uma flor assim falou:
O amor é o carinho,
É o espinho que não se vê em cada flor.
É a vida quando
Chega sangrando aberta
em pétalas de amor.
19/01/2013 21:29
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O amor chegou sorrindo. Sem gritar, sem calar, sem ponto de interrogação. O amor trouxe reticências. Algumas vírgulas. E muitos parágrafos. O amor trouxe novas folhas brancas. E pele, aconchego, abraço. O amor é um abraço apertado. Um beijo na testa. E uma mão firme que te ampara a todo instante. O amor é compreensão, é olho no olho, é promessa que cumpre, é voz que não gagueja, é quietude, segurança. É impossível esquecer um amor. E, sabe, sou daquelas que acha que amor mesmo, amor de verdade a gente só vive uma vez.
— Clarissa Corrêa. (via poesilar)
19/01/2013 21:25
Para pagar a língua,
Apaixonou-se.
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Bateu o pé e disse que não ia.
Ora, pois, onde já se viu!
Delicadeza de bailarina não se constrói em qualquer canto.
Versejou-se em palavras simples.
‘Aqui ficarei pois prezo pela incolumidade;
Não me arriscarei em campos destoantes!
Não me perderei nas mazelas de lugares distantes!
Não perderei a cabeça por qualquer coisa angustiante.
Vestiu de volta a sapatilha,
Amarrou seus laços de cetim.
Para pagar a língua,
Apaixonou-se.
— Bruna Villa.
